Foi com tristeza que descobri que deixaram de se vender marmeladas caseiras nas pastelarias de bairro.
O senhor da pastelaria esteve-me a explicar que a ASAE apenas permite produtos de fabrico mais industrial. O mais caseiro que tinha para me oferecer era isto - ingredientes "rigorosamente seleccionados e higienizados", "devidamente homogeneizados", cozidos em "câmaras de temperatura e humidade controlada", com "acompanhamento regular e cuidado da evolução do doce" e embalados "através de termosselagem em atmosfera modificada". E com esta descrição acabo de perder o apetite.
O senhor da pastelaria esteve-me a explicar que a ASAE apenas permite produtos de fabrico mais industrial. O mais caseiro que tinha para me oferecer era isto - ingredientes "rigorosamente seleccionados e higienizados", "devidamente homogeneizados", cozidos em "câmaras de temperatura e humidade controlada", com "acompanhamento regular e cuidado da evolução do doce" e embalados "através de termosselagem em atmosfera modificada". E com esta descrição acabo de perder o apetite.
Roubado daqui

É, a modernidade tem destas coisas e normalmente começa por acabar com as nossas sobremesas preferidas, mas pode até ser que apareça uma DOP. O fabrico caseiro também é uma hipótese. Posso tentar, a par dos bolos de inverno. :)
ResponderEliminarSim, a única solução será mesmo aprimorar os dotes culinários no domínio das compotas e dos doces com marmelos. Isso ou pedir com jeitinho a alguns membros da família com particular vocação.
ResponderEliminarEStou fartinho de comer marmelada caseira. A minha avó, a minha tia faz, a empregada dos meus pais faz... Ou seja, estou fartinho mas continuo a comer. :)
ResponderEliminarAceitam-se encomendas, portanto.
E ainda há-de vir o dia em que a ASAE irá proibir a "carne de alguidar", porque (e isto sou eu a supor, claro) "as condições deste recipiente não apresentam quaisquer garantias de total higienização e condições para oferecer uma refeição isenta de bactérias e micróbios". Está tudo doido.