Translação

a vida nem sempre adopta a forma de poema
é quase sempre árvore, às vezes folha
que caduca e voa com o vento, a querer ocupar espaço
entre os solstícios e equinócios da memória
ou é verão perdido no outono
a apertar calor, a despertar
até soltar o que o inverno não soltou

termina, finalmente como deve
em letra ou traço

à espera de um amor que a escreva
no pino das estações que temos dentro

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