Baleizão



Margem Sul

Ó Alentejo dos pobres,
reino da desolação,
não sirvas quem te despreza,
é tua a tua nação.

Não vás a terras alheias
lançar sementes de morte.
É na terra do teu pão
que se joga a tua sorte.

Terra sangrenta de Serpa,
terra morena de Moura,
vilas de angústia em botão,
doce raiva em Baleizão.

Ó margem esquerda do Verão
mais quente de Portugal,
margem esquerda deste amor
feito de fome e de sal. (...)

Urbano Tavares Rodrigues

Comentários

  1. vê se descobres uma foice e um martelo gigantes que por aí há esculpidos. Fotografa e depois falamos :)

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