Broadway Boogie Woogie
Há um ensaio - deve haver mais - mas, há um ensaio que versa sobre o período americano de Mondrian e explica como evolui da obra New York City 1 para aquela a que chamou Broadway Boogie Woogie. E se o acho enfadonho na sua deriva geométrica, é por isso mesmo também que não o acho enfadonho. Uma contradição em termos, dir-me-ão, ao que eu responderei que não, sendo certo que há objectos que podem ser uma coisa e o seu contrário ao mesmo tempo. O autor tenta, de forma sucinta, explicar que a evolução entre uma obra e outra se fixa no conceito de vida, construção, transformação, movimento. E que esse é o segredo visual de Broadway Boogie Woogie, uma representação abstracta e 'animada' das ruas de Nova Iorque, com tudo de concreto.
Também eu a vejo assim, que é como quem diz que Nova Iorque é isso mesmo, uma cidade de geometria efervescente. Não se pense que um post a resume. Ela merece um conto inteiro, um livro ilustrado em capítulos, em que cada um é um bairro de seu tom. Nova Iorque é tudo o que eu esperava, talvez mais, como se uma pulsão gigante a habitasse. Acontecimentos, eventos, criação. Loucos e excluídos. Todos têm ali lugar, um frenético lugar que nos agita os sentidos, nos estimula na busca dos possíveis. Se há cidade que merece ser conhecida e, com sorte, vivida por uns tempos a olhar para cima, a olhar para o céu, é esta.
(também me lembrei muito disto, na última semana)
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