Pequena Elegia

Os meus mortos
Escrevem-se em poemas verdadeiros
Restos abertos em mim.

Os meus mortos jazem em prateleiras azuis
Congelam o tempo nas molduras
(revivo-os, resgato-os)

Os meus mortos lembram-me e esquecem-me
Habitam as vertigens, ocupam o espaço na memória
(prolongo-os)

Os meus mortos são o que me falta, são a minha falta.

(editado)

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