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| Fotograma de Boyhood |
Acho que o Richard Linklater sabe exactamente do efeito do tempo na memória. O espaço mental da lembrança, pedaços, pequenos bocadinhos do que era, de como era, do que fomos sendo, do que somos indo. É mesmo assim, não conseguimos avivar tudo mas o todo está gravado em nós. E para ver crescer Mason e perceber quem será, não precisaríamos talvez de mais do que aquilo. Escassos dias na sua existência ao longo de 12 anos. É como seguir a história de Jesse e Celine e vê-los envelhecer connosco, por muito irritante que se torne Delpy já casada. São-nos próximos, escutamos-lhes a previsibilidade. Podíamos jantar com eles em família e falar a mesma língua, partilhar com eles a vizinhança. Boyhood é maravilhoso por isso, porque de certa forma, somos nós a crescer.
(editado)
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