Uma Brisa Estival
Entrego-me por estes dias a um ritual que muito de apraz. Sensivelmente a meio da manhã, levanto-me da secretária, desço cinco andares e vou directa a um pequeno café aqui perto onde permaneço algum tempo, contemplativa, a ouvir as conversas alheias e a apreciar um grupo de velhinhas que todos os dias sem excepção se sentam juntas na esplanada.
Às vezes peço um croquete a acompanhar o café, mas a maioria das vezes não. E ali estou, agarrada a qualquer leitura e ao mesmo tempo atenta ao que se passa. Muitas histórias se cruzam: o sobrinho neto que comprou um pug, a D. Ester que recolheu mais um gato na Avenida de Roma. O médico, os exames, as receitas e as maleitas... e tudo aquilo se entranha, a forma como falam e a alegria que transportam, não obstante a condição. Velhotas mas não mortas, diz uma delas de unha pintada e cabelo armado. Aquilo embala-me, a lembrar-me a minha avó Alice. E ali fico, vampira daquelas sensações. Depois levanto-me e saio, sei que no dia seguinte ali estarão.
Às vezes peço um croquete a acompanhar o café, mas a maioria das vezes não. E ali estou, agarrada a qualquer leitura e ao mesmo tempo atenta ao que se passa. Muitas histórias se cruzam: o sobrinho neto que comprou um pug, a D. Ester que recolheu mais um gato na Avenida de Roma. O médico, os exames, as receitas e as maleitas... e tudo aquilo se entranha, a forma como falam e a alegria que transportam, não obstante a condição. Velhotas mas não mortas, diz uma delas de unha pintada e cabelo armado. Aquilo embala-me, a lembrar-me a minha avó Alice. E ali fico, vampira daquelas sensações. Depois levanto-me e saio, sei que no dia seguinte ali estarão.
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